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Policial atira dentro de boate na Praia do Canto e causa pânico entre clientes

     

24/12/2015 - 09h06 - Atualizado em 24/12/2015 - 13h56

Cerca de 180 pessoas estavam no local. Alguns deles ameaçaram agredir o policial depois da confusão

Foto: Vitor Jubini

Segurança de boate que conteve o policial militar após ele disparar arma de fogo em boate na Praia do Canto

Clientes de uma boate na Praia do Canto, em Vitória, passaram por momentos de pânico na madrugada desta quinta-feira (24), após uma confusão envolvendo um policial militar que frequentava o local. Ele discutiu com um dos clientes e acabou disparando dois tiros contra o chão. Os estilhaços acertaram um segurança e outras cinco pessoas. 
De acordo com o chefe da segurança do estabelecimento, o policial Patrick Ramos, de 23 anos, entrou armado por volta de 1h30 e teve a arma registrada pelo segurança, como é feito com todos os policiais. Ele ficou no local até 4 horas, quando entrou na fila para pagar a conta. A fila estava grande, e um dos clientes fez uma queixa à segurança de que o policial estava passando na frente dos outros. 
Nesse momento,  o policial pegou a carteira militar e esfregou, literalmente, na cara do cliente, dizendo "sou policial". Os dois começaram a discutir e foram separados por seguranças. 
Nesse momento, o policial sacou a arma e tentou ir em direção ao cliente. Um dos seguranças apartou e o policial deu dois tiros de pistola .40 no chão. As balas estilhaçaram e acertaram as pernas do segurança e de outras cinco pessoas. 
Havia 180 pessoas dentro da boate, que entraram em pânico. As portas foram abertas para evitar pisoteamentos. O policial também colocou a arma da cintura e foi embora "como se nada tivesse acontecido", como conta o próprio chefe da segurança.
No entanto, do lado de fora da boate clientes reconheceram o policial e ameaçaram agredi-lo. O PM acabou imobilizado por um segurança e levado de volta para a boate. A Polícia Militar foi acionada, e o PM foi conduzido para a Divisão de Homicídios. O caso está sob responsabilidade do DPJ de Vitória. Membros da Corregedoria da Polícia Militar também estiveram no local. 
Os seis atingidos por estilhaços de bala sofreram ferimentos leves. 
O dono da boate estima em R$ 10 mil o prejuízo causado pela saída repentina dos clientes durante a confusão causada pelo PM. 
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que o delegado plantonista da 1ª Delegacia Regional de Vitoria entendeu que houve uma confusão na fila da boate, com discussões e agressões. Neste momento, o policial efetuou dois disparos de arma de fogo para o chão, fato que fez com que o piso quebrasse e o estilhaço acertasse outras pessoas.
A nota informa ainda que as vítimas não estiveram na delegacia para representar, sendo assim, não cabe autuação por lesão corporal. Patrik foi autuado por disparo de arma de fogo, que é um crime que cabe fiança. A polícia confirmou que o policial pagou uma fiança, mas não informou o valor.
A nota conclui que a corregedoria da PM vai solicitar a documentação da Policia Civil e, caso seja confirmado que ele utilizou a arma de fogo de forma desnecessária e abusiva, vai responder um processo administrativo demissionário.
Com informações de Victor Muniz


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